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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017



Da RedeSul Guarapuava - O “Boletim da Dengue” divulgado esta semana pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que Guarapuava teve o primeiro caso de dengue confirmado em 2017. De acordo com o boletim, há outras 17 notificações (casos em investigação) no município. O caso confirmado em Guarapuava é importado, ou seja, a pessoa contraiu a doença em outra cidade ou região.
Na área de ação da 5ª Regional de Saúde, também há uma confirmação de dengue no município de Laranjeiras do Sul, que ainda tem 19 notificações da doença. Em Laranjeiras, o caso confirmado é autóctone, ou seja, contraído na própria cidade.
Guarapuava tem ainda três notificações para casos de zika e outras três para febre chikungunya. Até o momento, nenhum caso das doenças foram confirmados na região.
NO PARANÁ
De acordo com o novo boletim informativo da Secretaria da Saúde, o Paraná contabiliza 439 casos de dengue, 14 de zika e três de chikungunya. Até o momento, nenhuma morte relacionada a essas doenças foi registrada. Os números levam em consideração o novo período epidemiológico, que vai de agosto de 2016 até agora.
PREOCUPAÇÃO
A Secretaria Estadual da Saúde alerta a população sobre a necessidade de manter como prioridade os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da febre chikungunya. “A ação da população é fundamental nesse trabalho”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto. “O Governo do Estado e os municípios estão fazendo a sua parte, com campanhas de conscientização e orientação, capacitando equipes para atuar na detecção e destruição de criadouros. Mas é imprescindível que a população participe, mantendo a limpeza dos domicílios e quintais”, afirma.

Para conter o avanço do mosquito, a principal recomendação é reforçar as ações de eliminação manual de potenciais criadouros, tanto em casa quanto nos quintais. Atualmente, quase metade dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde é considerado lixo, como copos descartáveis, garrafas pet, sacolas e outros materiais recicláveis.

15 MINUTOS
O diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, explica que o ideal é que as pessoas adotem uma rotina semanal de limpeza em suas residências. “Uma vistoria geral por semana é suficiente para deixar a casa livre do mosquito. A ação dura em torno de 15 minutos e faz toda a diferença na guerra contra a dengue, a zika e a chikungunya”, declarou.

Mais duas cidades paranaenses integram a lista de municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da febre chikungunya. Com a inclusão de São João e Vitorino, ambos da região Sudoeste, o Paraná passa a ter 315 cidades com infestação confirmada do mosquito.

“Se há o mosquito, também existe o risco concreto de haver casos de dengue. Por isso, o momento é de alerta e todo o cuidado é pouco quando se trata desta doença”, ressaltou o secretário Michele Caputo Neto.

Levando em conta a evolução da lista de municípios infestados, fica claro que o mosquito da dengue tem se espalhado pelo Paraná e hoje já atinge regiões que historicamente nunca haviam identificado sua presença. Este é o caso do Litoral, que teve Paranaguá como o centro de uma das maiores epidemias que já aconteceram na história do Estado. 


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