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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016



Por Jonas Laskouski da RedeSul - A posse do padre Itamar Abreu Turco como novo administrador da Paróquia Sant'Ana na noite dessa terça feira (27), foi marcada por protestos, vaias e tumulto. Não pela chegada do novo pároco, mas sim pela presença do bispo de Guarapuava, Dom Antônio Wagner da Silva, alvo das manifestações que se seguiram.
Antes da missa começar, várias lideranças, fiéis e pessoas da comunidade se juntaram em frente a igreja - a grande maioria vestindo preto e com faixas pretas amarradas na boca, num claro sinal da omissão da Mitra Diocesana de Guarapuava em relação às investigações da Operação Sacrilégio e em apoio ao padre Ari Marcos Bona, cujo afastamento foi feito pelo próprio sacerdote . Cartazes e faixas pedindo justiça também mostravam a revolta dos fiéis.

A missa foi presidida por Dom Wagner, e já na chegada dele à Paróquia Sant'Ana, vaias descortinaram um cenário não muito propício à celebração. Assim que a cerimônia começou - com um número razoável de pessoas, incluindo familiares, amigos do novo sacerdote, e pessoas vindas de outras comunidades paroquiais (ônibus vindos do Xarquinho e da Primavera foram vistos chegando na igreja e testemunhas contaram que um carro de som 'rodou' pela cidade convidando para a missa), as pessoas que decidiram protestar pela presença do bispo não entraram na igreja, se posicionando da porta para fora, e de costas para a celebração que ali acontecia. A missa transcorreu normalmente, dentro do protocolo, com gritos e palavras de ordem vindos do lado de fora, em determinados momentos, principalmente quando Dom Wagner tomava a palavra. E foi dele a pregação do Evangelho.

As vaias e gritos do lado de fora eram abafados pelas palmas cada vez mais fortes do lado de dentro, numa exaltação de ânimos de ambos os lados. Mesmo antes da celebração terminar, já era evidente que a situação sairia do controle. Ao término da cerimônia, os fiéis da Sant'Ana - que não participaram da missa - se dirigiram para o estacionamento da paróquia, na tentativa de conseguir que Dom Wagner se pronunciasse sobre os últimos acontecimentos e se posicionasse definitivamente sobre a Operação Sacrilégio. Um grande número de pessoas cercou o carro do bispo para impedir que ele saísse sem falar com a comunidade. 
Os ânimos estavam exaltados e os manifestantes estavam extremamente revoltados e indignados com mais um possível silêncio do bispo, que aguardava na sacristia para poder sair. Depois de muita gritaria ('Gaeco!' 'Justiça!', 'Vergonha!', 'Transparência!', dentre muitas palavras de ordem) e tentativas de convencer Dom Wagner a falar, o coordenador do clero da Diocese de Guarapuava, padre Valdecir Badzinski falou aos manifestantes. Ele disse entender o sentimento de revolta daquelas pessoas e que o bispo iria se pronunciar no momento certo. Antes disso, até o pastor Bruno Almeida de Oliveira, da Igreja Presbiteriana do Brasil, a Betel, que fica ao lado da Sant'Ana, já havia pedido para as pessoas se acalmarem e que deixassem o bispo sair daquele lugar e retornar para casa. 

Mas lidar com a revolta de um grupo considerável de pessoas não é tarefa das mais fáceis, e a saída de Dom Wagner - seu caminho até o carro - foi marcada por um grande tumulto. O automóvel em que o bispo estava foi cercado, enquanto alguns mais inflamados batiam no carro. Depois de algumas manobras para tentar deixar o estacionamento em meio ao grande números de manifestantes que tentavam impedir a saída, o veículo que levava Dom Wagner finalmente conseguiu deixar a Paróquia Sant'Ana. Até a Polícia Militar e a Choque foram chamadas, mas não foi preciso o uso da força policial em nenhum momento.
Mas o que aquelas pessoas queriam - uma resposta de Dom Wagner - mais uma vez foi deixada para outra oportunidade.
WAGNER, ARI, ITAMAR
O grupo de fiéis que se manifestou contra o bispo foi o mesmo que na noite de segunda feira (26) - em um número bem maior - realizou o 'Abraço da Paz' em apoio ao padre Ari Marcos que, por decisão própria, se afastou do ministério que exerceu na Paróquia Sant'Ana. Durante a pregação do Evangelho, Dom Antônio Wagner da Silva agradeceu ao padre Ari Marcos pelo trabalho realizado e disse que "sempre diante das necessidades e fatos, um novo sacerdote que chega ou sai, causa um certo desgaste". Disse também que "quem chega sempre enfrenta dificuldades, porque as comunidades já tem marcas de quem deixa, mas também o coração aberto."
Alguns fiéis que estavam ali, numa conversa informal com o repórter, lembraram que quando o padre Ari chegou para assumir a paróquia, também houve uma certa desconfiança em relação a ele, mas que o tempo foi mostrando como ele era e logo, Ari Marcos Bona conquistaria a confiança de todos. Que não seja diferente com o padre Itamar Turco. E de hoje, que fiquemos com o tempo. Que ele traga justiça, confiança. Que ele, o tempo, seja honesto. Com todos. 



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