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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016


Para cada litro de água que sai das estações de tratamento da Sanepar, em Curitiba, pelo menos 40% se perdem em algum momento da distribuição, como aponta um relatório divulgado no ano passado pelo Ministério das Cidades, atualizado nesta terça-feira (16) pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental.
O Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos faz ampla análise da produção e distribuição de água tratada no país, e aponta Curitiba com uma perda de água maior do que a média nacional (37%).
De acordo com o engenheiro da área na Sanepar, Marcelo Depexe, nem tudo o que se perde no caminho é realmente roubado ou vaza durante a distribuição.
“Não é só vazamento. O uso não autorizado, fraudes em ligações clandestinas, a sub-medição dos hidrômetros, o uso que as companhias fazem na sua operação, lavagem de reservatórios, descargas, serviços de manutenção de rede. É preciso usar um pouco da água para manter a qualidade. Até a água que a companhia entrega em caminhão pipa para hospitais, creches, escolas. Além da interrupção de abastecimento”, ressalta.
Essa água que não entra nos hidrômetros dos curitibanos acaba sendo calculada no volume total de produção. Mas, até mesmo os equipamentos que medem o consumo também não registram o real volume que sai nas torneiras. Segundo a Sanepar, muitos hidrômetros são antigos e falhos. Destes quase 40% que não registrados, pelo menos 20% se referem a roubos e vazamentos.
“Uma boa parte desses 40% acaba entrando e é consumido de uma forma legal, só não é medido adequadamente. Até a fraude é de água consumida”, diz.
Muitas destas perdas na distribuição poderiam ser evitadas com mais investimentos e conscientização das pessoas. Os vazamentos no meio do caminho seriam sanados com a troca de tubulações muito antigas. O furto de água, que ocorre muitas vezes pela ligação direta de uma casa com a rede de abastecimento, encarece o preço da conta de água para a população pagante. Segundo o presidente do Instituto Trata Brasil, Edson Carlos, a água potável tem custo elevado de tratamento, mas que poderia ser menor.
“Existe um investimento. As pessoas imaginam que a água deveria ser gratuita, mas não existe. A água é captada na natureza de uma forma impura. Ela não pode ser bebida da forma que se tira do reservatório. Essa água é tratada, de acordo com o que o Ministério da Saúde exige. Isso tem um custo que acaba agregado na tarifa”, explica.
Ainda segundo o Instituto Trata Brasil, a quantidade de água perdida durante a distribuição é preocupante em todo o país. A média nacional é de 37%, mas em estados das regiões Norte e Nordeste esse volume passa da metade de cada litro. No Amapá, por exemplo, chega a 76,5% de perda. E em Sergipe a 59%.
“Isso mostra como o Brasil está frágil na distribuição de água potável. ‘Perder’ 37% da água pra vazamento ou ligação clandestina é um número absurdamente alto para qualquer lugar do mundo. Ainda mais ‘o Brasil’ vivendo dessa escassez no Sudeste, no Nordeste, não se pode dar ao luxo de perder um volume desse de água já potável”, alerta.
No relatório que será divulgado nesta terça-feira (16), pelo Ministério das Cidades, o índice de perdas no abastecimento de água de Curitiba e de todo o estado deve ser menor do que no do ano passado. Atualmente, o Paraná perde em torno de 33,4% da água produzida, número este que deve cair para 32% segundo a companhia de saneamento.


FONTE:PARANAPORTAL


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